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Joanete: tratamento e cirurgia percutânea em Campos dos Goytacazes

Texto revisado pelo Dr. Pedro Barreto, CRM-RJ 52.97312-2, RQE 43498.

Dr. Pedro Barreto operando um pé no centro cirúrgico, sob os focos de luz

O joanete é o desvio do dedão para dentro, que forma uma saliência na lateral do pé. Calçado adequado, palmilhas e espaçadores aliviam a dor, mas não corrigem o desvio. A cirurgia é o único tratamento que corrige a deformidade e é indicada quando a dor continua atrapalhando a rotina. Em Campos dos Goytacazes, o Dr. Pedro Barreto faz a correção pela técnica percutânea, por pequenas incisões na pele.

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O que é o joanete

O nome médico do joanete é hálux valgo. O primeiro osso do pé, o metatarso, se desvia para o lado de dentro, enquanto o dedão se inclina na direção dos outros dedos. O encontro desses dois movimentos cria a saliência na base do dedão, que é a parte que encosta no sapato, fica vermelha e dói.

É um problema comum. Um estudo que reuniu pesquisas de vários países encontrou joanete em cerca de 23% dos adultos entre 18 e 65 anos e em cerca de 36% das pessoas acima dos 65, e com frequência maior nas mulheres (30%) do que nos homens (13%).

Com o tempo, o desvio do dedão pode empurrar o segundo dedo, favorecer calos embaixo do pé e provocar dor na planta, perto dos dedos (a metatarsalgia).

Gravura anatômica do pé e do tornozelo, com tendões e vasos

Por que ele aparece

O joanete tem forte peso de família. Segundo a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, até 70% das pessoas com joanete têm alguém na família com o mesmo problema.

O calçado não cria o joanete sozinho, mas acelera o desvio em quem tem tendência. Uma revisão de 23 estudos, publicada em 2026, mostrou risco maior de joanete em quem usa sapato de bico fino (mais que o dobro) e salto alto (cerca de 65% a mais). O mesmo trabalho associou o joanete ao sexo feminino, à idade, à osteoporose e ao pé plano. Artrite reumatoide e doenças neuromusculares também aumentam o risco.

Quando procurar o ortopedista

Vale marcar uma avaliação quando:

  • a saliência dói no sapato fechado ou ao fim do dia;
  • fica difícil encontrar calçado que sirva;
  • o dedão começa a encavalar no segundo dedo;
  • aparecem calos ou dor na planta do pé, perto dos dedos;
  • o joanete aumentou de tamanho nos últimos anos.

Na consulta, o Dr. Pedro examina o pé em pé e deitado, avalia a pisada e pede radiografia com apoio. É a radiografia que mede o ângulo do desvio e mostra se a articulação do dedão já tem desgaste. Essas duas informações decidem o tratamento.

Tratamento sem cirurgia

O tratamento começa pelo que tira a pressão da saliência e alivia a dor:

  • sapato de bico largo e macio, sem salto alto;
  • palmilhas quando a pisada contribui para a dor;
  • espaçadores entre os dedos e protetores de silicone sobre a saliência;
  • anti-inflamatório nas crises, com orientação médica.

Essas medidas aliviam, mas nenhuma delas corrige o joanete. A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos é clara: o tratamento sem cirurgia não reverte o desvio, e a tala noturna não corrige de forma permanente. Uma revisão de 2022 chegou à mesma conclusão: a melhora da dor é mais provável que a melhora do ângulo.

Para muita gente, esse cuidado basta por anos. O acompanhamento serve para perceber a hora em que ele deixa de bastar.

Dr. Pedro Barreto no centro cirúrgico, de touca e máscara

Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia é indicada pela dor e pela limitação, e não pelo tamanho do joanete. Os motivos mais comuns são:

  • dor que continua mesmo com o calçado certo;
  • dificuldade para caminhar, trabalhar ou fazer exercício;
  • desvio que avança e começa a deformar os outros dedos.

O grau do desvio e o estado da articulação definem a técnica. A técnica percutânea é indicada para joanetes leves a moderadamente graves, segundo a Sociedade Americana de Ortopedia do Pé e Tornozelo (AOFAS). Em desvios muito grandes ou com artrose avançada do dedão, outras técnicas podem ser mais adequadas. O Dr. Pedro explica na consulta qual é o caso do seu pé.

Como é a cirurgia percutânea

Na cirurgia percutânea, o osso é corrigido por incisões de poucos milímetros, com instrumentos finos e acompanhamento por raio-x durante todo o procedimento. O cirurgião faz um corte controlado no primeiro metatarso, reposiciona o osso na posição correta e fixa com parafusos, que ficam por dentro do pé.

A Sociedade Americana de Ortopedia do Pé e Tornozelo (AOFAS) reconhece a cirurgia minimamente invasiva como opção para corrigir joanetes leves a moderadamente graves e afirma que não a considera experimental. Metanálises que compararam as duas técnicas encontraram correção e pontuação funcional semelhantes no resultado final, com taxas de complicação parecidas. A percutânea tem incisões menores, e alguns estudos registraram um pouco menos de dor nas primeiras semanas.

Na técnica percutânea, a paciente costuma pisar com o pé operado logo depois da cirurgia, usando uma sandália pós-operatória rígida. Nas técnicas abertas, o tempo para apoiar o pé varia conforme o tipo de correção.

Os dois joanetes na mesma cirurgiaVer no Instagram
Como o joanete é corrigidoVer no Instagram

Recuperação semana a semana

A tabela mostra os prazos medianos de um estudo de 2026 com 90 pés operados por técnica minimamente invasiva. Metade das pessoas voltou antes do prazo indicado e metade voltou depois. O seu cronograma é definido pelo Dr. Pedro nas consultas de retorno, conforme a cicatrização do osso.

AtividadePrazo medianoFaixa mais comum
Pisar com sandália pós-operatórialogo após a cirurgia
Sapato largo e macio3 semanas2 a 4 semanas
Voltar ao trabalho4 semanas2 a 5 semanas
Caminhar normalmente4 semanas3 a 6 semanas
Tênis6 semanas4 a 8 semanas
Exercício de baixo impacto8 semanas5,5 a 10 semanas
Sapato comum12 semanas6,5 a 16 semanas
Salto alto16 semanas13,5 a 20,5 semanas

Três observações práticas:

  • Dirigir depende do pé operado e da segurança para frear. Um estudo com o pé direito mostrou que o tempo de frenagem ainda estava mais lento em 6 semanas. Por isso, a liberação é individual.
  • Os dois pés operados juntos e a cirurgia nos outros dedos no mesmo tempo atrasam a volta ao trabalho e ao tênis.
  • O inchaço diminui aos poucos. Pode durar de 6 meses a 1 ano, segundo a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, e não significa que algo deu errado.
Pós-operatório de joaneteVer no Instagram

Riscos da cirurgia

Toda cirurgia tem riscos, e é melhor conhecê-los com números antes de decidir. Uma revisão de 2023, que reuniu 17 estudos e 1.088 cirurgias percutâneas feitas com fresa e fixadas com parafusos, encontrou estas taxas:

ComplicaçãoFrequência
Incômodo com o parafuso, com necessidade de retirada6,2%
Alteração de sensibilidade por irritação de nervo2,2%
Volta do desvio (recidiva)2,2%
Infecção1,1%
Osso que não consolida (pseudoartrose)0,4%

Os números vêm de estudos publicados, com acompanhamento médio de cerca de 2 anos, e servem de referência. Eles não representam o resultado de um caso individual.

Somando todas, as complicações ficaram em 16,6%, e a maior parte foi o incômodo com o parafuso. A nova cirurgia por volta do desvio foi necessária em 0,6% dos casos. Num estudo que acompanhou pacientes por 5 anos, a volta do desvio apareceu na radiografia em 7,7% dos casos, com concentração nos joanetes mais graves. Esse é um dos motivos pelos quais a indicação da técnica depende do grau do desvio.

Como fica o pé e o sapato

As incisões da técnica percutânea têm poucos milímetros. A cicatrização varia de pessoa para pessoa. O objetivo da cirurgia é realinhar o dedão e aliviar a dor no calçado, e o formato final do pé varia de pessoa para pessoa.

A volta ao sapato é gradual: primeiro a sandália pós-operatória, depois um sapato largo e o tênis, e mais adiante o sapato comum. O salto alto fica para depois de alguns meses, e o hábito de usar bico fino e salto todos os dias volta a pressionar o pé.

Dr. Pedro Barreto calçando o sapato

Como funciona o valor da cirurgia

O valor da cirurgia de joanete só é definido depois da consulta, porque depende do que o exame e a radiografia mostram. Pesam no orçamento:

  • o grau do desvio e a técnica indicada;
  • se a cirurgia é em um pé ou nos dois;
  • procedimentos associados, como a correção de dedos em garra ou de metatarsalgia;
  • o hospital e o tipo de anestesia.

Se a cirurgia for indicada na consulta, você recebe o orçamento com tudo o que está incluído.

Perguntas frequentes

Palmilha ou espaçador corrigem o joanete?

Não. Eles tiram a pressão da saliência e aliviam a dor, mas não mudam a posição do osso. A única forma de corrigir o desvio é a cirurgia.

A cirurgia de joanete dói?

A cirurgia é feita com anestesia. Nos primeiros dias, a dor é controlada com medicação e com o pé elevado. Alguns estudos registraram um pouco menos de dor nas primeiras semanas com a técnica percutânea, em comparação com a cirurgia aberta.

Consigo andar depois da cirurgia?

Na maioria dos casos, sim. Na técnica percutânea, o apoio com a sandália pós-operatória costuma ser liberado desde o início, e o Dr. Pedro orienta o que vale para o seu caso.

Quando volto a trabalhar?

No estudo de referência, o prazo mediano foi de 4 semanas, variando de 2 a 5. Trabalho sentado costuma permitir a volta antes do trabalho em pé, e a liberação é feita no retorno.

Posso operar os dois pés de uma vez?

Pode, quando o Dr. Pedro avalia que é seguro para o seu caso. A recuperação fica mais lenta, porque os dois pés precisam de repouso ao mesmo tempo.

O joanete pode voltar?

Pode. Na revisão de 1.088 cirurgias percutâneas, com acompanhamento médio de cerca de 2 anos, a volta do desvio aconteceu em 2,2% dos casos. Num estudo de 5 anos, ela apareceu na radiografia em 7,7%, com mais frequência nos joanetes graves.

Vou precisar tirar os parafusos?

Na maioria das vezes, não. Os parafusos ficam dentro do osso. A retirada foi necessária em cerca de 6% dos casos, quando o parafuso incomodava.

Quando posso usar salto?

O prazo mediano para salto alto foi de 16 semanas. O sapato comum veio antes, por volta de 12 semanas.

Qual médico trata joanete?

O joanete é tratado pelo ortopedista, e a cirurgia costuma ser feita por quem atua em cirurgia do pé e tornozelo. Na avaliação, ele vê se o tratamento sem cirurgia alivia os sintomas e, quando há indicação de cirurgia, qual técnica é adequada.

Sobre o Dr. Pedro Barreto

Ortopedista e traumatologista com atuação em cirurgia do pé e tornozelo em Campos dos Goytacazes. Residência no Hospital Naval Marcílio Dias, passagem pelo HC FMUSP na área de Medicina Esportiva e fellowship em cirurgia do pé e tornozelo no Hospital Municipal Lourenço Jorge. Membro titular da SBOT. Atende na Neortho, no Centro.

Conhecer a trajetória

Referências

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Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta. A indicação de tratamento depende da avaliação individual.

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