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Tratamentos no consultório para pé e tornozelo em Campos dos Goytacazes

Texto revisado pelo Dr. Pedro Barreto, CRM-RJ 52.97312-2, RQE 43498.

Dr. Pedro Barreto no consultório

Parte do tratamento das dores do pé e do tornozelo pode ser feita no próprio consultório, sem internação: infiltração e bloqueio de nervo guiados por ultrassom, aplicação de ácido hialurônico na articulação e terapia por ondas de choque. Cada um tem indicação própria e costuma ser combinado com fisioterapia, ajuste de calçado e de atividade. Em Campos dos Goytacazes, o Dr. Pedro Barreto faz esses procedimentos na sala de procedimentos da Neortho, depois da consulta e só quando há indicação.

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Como a indicação é feita

Todo procedimento começa por uma consulta. O Dr. Pedro examina o pé, avalia os exames e explica se o seu caso pede um procedimento, qual deles e o que a literatura mostra sobre ele. Nenhum desses tratamentos substitui o fortalecimento, a fisioterapia e o ajuste de calçado e de treino, que continuam sendo a base do cuidado da maior parte das dores do pé. Eles entram como parte do plano, com o objetivo de aliviar a dor e facilitar o restante do tratamento.

Dr. Pedro Barreto à mesa do consultório

A sala de procedimentos

A sala de procedimentos da Neortho é o espaço preparado para aplicações e pequenos procedimentos feitos sem internação, com material estéril, maca e aparelho de ultrassom. Os procedimentos desta página são feitos ali, com a paciente acordada, e a volta para casa acontece no mesmo dia.

Infiltração guiada por ultrassom

A infiltração é a aplicação de um medicamento, em geral um corticoide misturado com anestésico, dentro de uma articulação ou ao redor de uma estrutura inflamada. O ultrassom mostra a agulha em tempo real, e o médico acompanha na tela o ponto exato em que o medicamento é depositado.

Para que serve. A infiltração pode aliviar a dor e a inflamação por um período, o que ajuda a paciente a fazer a fisioterapia e a rotina com menos dor. No pé e no tornozelo, ela pode ser indicada, por exemplo, na artrose do tornozelo e do dedão, em bursites, no neuroma de Morton e em algumas inflamações ao redor dos tendões. Ela não corrige deformidade, como o joanete, nem recupera cartilagem gasta.

Em algumas condições a infiltração com corticoide é usada com muito cuidado ou evitada. Na fascite plantar, por exemplo, a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS) alerta que o corticoide pode enfraquecer a fáscia e levar à ruptura, e por isso o médico pode limitar ou não indicar esse tratamento.

Por que usar o ultrassom. O pé tem articulações pequenas e muitas estruturas próximas, e a precisão da aplicação depende de enxergar o alvo. Num estudo em cadáveres, a injeção guiada por ultrassom acertou a articulação do tornozelo em 100% das vezes, contra 85% sem guia, e acertou o seio do tarso (um espaço na lateral do pé) em 90%, contra 35% sem guia. Uma revisão de revisões publicada em 2024 confirmou que o ultrassom aumenta a precisão em várias articulações, mas lembrou que acertar melhor nem sempre se traduz em mais alívio de dor. Esses números vêm de estudos e não representam um caso individual.

Como é o procedimento.

  1. A pele é limpa com antisséptico.
  2. O ultrassom localiza a articulação ou a estrutura a ser tratada.
  3. A agulha entra acompanhada pela imagem até o ponto certo, e o medicamento é aplicado.
  4. Um curativo pequeno cobre o local.

O procedimento costuma levar poucos minutos.

Cuidados depois. Segundo a AAOS:

  • a dor pode piorar por 1 a 2 dias antes de o corticoide fazer efeito;
  • quem tem diabetes pode ver a glicose subir por alguns dias e deve acompanhar a glicemia com mais atenção;
  • o risco de infecção é muito pequeno, mas vermelhidão, calor e febre nos dias seguintes pedem contato imediato;
  • não existe um limite formal de aplicações, mas na prática o número costuma ficar em três ou quatro por ano, porque o alívio tende a diminuir e o risco de infecção e de outras complicações aumenta com as repetições.

Bloqueio de nervo guiado por ultrassom

O bloqueio de nervo é a aplicação de anestésico ao redor de um nervo, para adormecer a região que ele atende. Com o ultrassom, o médico enxerga o nervo e deposita o anestésico ao redor dele, sem precisar procurar pelo tato.

Para que serve. No pé e no tornozelo, o bloqueio é usado para anestesiar a região antes de procedimentos e, em casos selecionados, para controlar a dor. Um estudo de seis anos com 713 pacientes operados do pé comparou o bloqueio do tornozelo feito com e sem ultrassom. Entre os 655 que receberam o bloqueio em um tornozelo só, a anestesia funcionou em 84% das vezes com ultrassom e em 66% sem ele. Esses números vêm de estudos e não representam um caso individual.

Como é o procedimento. A pele é limpa, o ultrassom localiza o nervo e o anestésico é aplicado em volta dele com uma agulha fina. A região fica dormente em poucos minutos.

Cuidados depois. Enquanto o pé estiver dormente, a sensação e a força podem estar diminuídas. Por isso é preciso cuidado ao caminhar, evitar calor direto sobre a pele (bolsa quente) e não dirigir até o efeito passar.

Ácido hialurônico (viscossuplementação)

O ácido hialurônico é uma substância que já existe no líquido das articulações e ajuda a lubrificar a cartilagem. Na viscossuplementação, uma versão desse ácido é aplicada dentro da articulação, com o objetivo de aliviar a dor da artrose.

Para que serve. No pé e no tornozelo, a viscossuplementação é considerada principalmente na artrose do tornozelo e do dedão, em quem ainda tem dor mesmo com calçado adequado, fisioterapia e remédio. Ela não recupera a cartilagem perdida.

O que a literatura mostra. A evidência no tornozelo é mais limitada do que no joelho. Uma metanálise de 2013 encontrou redução da dor depois da aplicação em comparação com antes do tratamento, mas, diante de outros tratamentos (soro, exercício, artroscopia), a diferença não foi significativa, e os autores atribuíram boa parte do efeito ao placebo da própria aplicação. Uma revisão mais recente, só com ensaios randomizados, não encontrou diferença de dor e de função entre o ácido hialurônico e os tratamentos de comparação, e os autores concluíram que o benefício clínico é limitado. Por isso, a indicação é individual e discutida com a paciente, que sabe desde o início que a resposta varia de pessoa para pessoa.

Como é o procedimento. É feito como a infiltração, com o ultrassom guiando a agulha até dentro da articulação. Dependendo do produto, pode ser uma aplicação única ou uma série.

Cuidados depois. A articulação pode ficar dolorida e um pouco inchada por um ou dois dias. Sinais de infecção (vermelhidão forte, calor, febre) pedem contato imediato.

Ondas de choque

A terapia por ondas de choque aplica pulsos de energia mecânica sobre a região dolorida, por meio de um aparelho encostado na pele. Não há corte nem agulha.

Para que serve. No pé, o uso mais estudado é a fascite plantar que continua doendo depois de alguns meses de tratamento conservador. Uma metanálise de 2019, com 14 ensaios que compararam ondas de choque com placebo, encontrou taxas de sucesso melhores com a energia média em 3, 6 e 12 meses. A própria AAOS, no entanto, descreve os resultados na fascite como mistos. No tendão de Aquiles, uma revisão com metanálise de 2026, com 9 ensaios randomizados, não encontrou benefício relevante em relação ao placebo e sugeriu priorizar outros tratamentos. Os números vêm de estudos e não representam um caso individual.

Por isso, as ondas de choque entram como uma opção a mais, com poucos efeitos adversos registrados nos estudos, quando o tratamento de base não trouxe o alívio esperado.

Como é o procedimento. Um gel é passado na pele e o aparelho é apoiado sobre o ponto de dor. A sessão dura poucos minutos e costuma incomodar enquanto é aplicada. O tratamento é feito em algumas sessões, com intervalo entre elas.

Cuidados depois. A pele pode ficar vermelha e a região dolorida por alguns dias. A metanálise de 2019 registrou poucos efeitos adversos, que em geral passaram em poucos dias.

Perguntas frequentes

Infiltração no pé dói?

Há um incômodo na hora da picada e, em algumas pessoas, uma sensação de pressão quando o medicamento entra. O anestésico da mistura costuma aliviar nos minutos seguintes. Nos primeiros dias pode haver piora passageira, antes de o efeito aparecer.

Quanto tempo dura o efeito da infiltração?

Varia com a condição e com a pessoa. A infiltração alivia a dor por um período, e o objetivo é usar esse período para avançar com a fisioterapia e os ajustes de rotina.

Posso fazer quantas infiltrações quiser?

Não. A AAOS explica que não existe um limite formal, mas na prática o número costuma ficar em três ou quatro aplicações por ano, porque o alívio tende a diminuir e o risco de infecção e de outras complicações aumenta.

O ácido hialurônico regenera a cartilagem?

Não. Ele é usado para aliviar a dor da artrose, e a evidência no tornozelo ainda é limitada.

Ondas de choque funcionam para esporão?

O esporão em si não desaparece. O que a literatura estuda é a dor da fascite plantar, que muitas vezes acompanha o esporão, e ali os resultados são mistos, com melhores respostas em alguns estudos com energia média.

Quem tem diabetes pode fazer infiltração?

Na maioria dos casos, sim, com atenção à glicose nos dias seguintes, que pode subir por causa do corticoide. O médico avalia o controle da diabetes antes de indicar.

Preciso de acompanhante?

Depende do procedimento. Depois de um bloqueio de nervo, o pé fica dormente por algumas horas, e é melhor não dirigir.

Sobre o Dr. Pedro Barreto

Ortopedista e traumatologista com atuação em cirurgia do pé e tornozelo em Campos dos Goytacazes. Residência no Hospital Naval Marcílio Dias, passagem pelo HC FMUSP na área de Medicina Esportiva e fellowship em cirurgia do pé e tornozelo no Hospital Municipal Lourenço Jorge. Membro titular da SBOT. Atende na Neortho, no Centro.

Conhecer a trajetória

Referências

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Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta. A indicação de tratamento depende da avaliação individual.

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